Justiça anula eleição da Mesa Diretora da Câmara de Rafael Jambeiro e determina novo pleito em 15 dias úteis

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A Justiça determinou a anulação da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Rafael Jambeiro, realizada em 1º de janeiro de 2025, e ordenou a realização de um novo pleito em até 15 dias úteis. A decisão foi proferida pelo juiz Leonardo Brito Pirajá de Oliveira, da 1ª Vara Cível de Castro Alves, em resposta a uma ação movida por seis vereadores do município.

Segundo a sentença, publicada na quinta-feira (6), o processo de escolha da atual mesa apresentou irregularidades graves, como:

  • condução da sessão por uma vereadora sem legitimidade legal;
  • descumprimento do quórum mínimo exigido;
  • ausência de deliberação do plenário sobre as chapas concorrentes.

O magistrado determinou que a nova sessão seja presidida pelo vereador mais idoso presente, conforme prevê a Lei Orgânica do Município, e que todo o processo seja transmitido ao vivo, com segurança garantida pela Polícia Militar.

Colapso administrativo e financeiro

A decisão judicial ocorre em meio a um colapso institucional sem precedentes na Câmara Municipal. Desde janeiro, o Legislativo está dividido entre duas sessões paralelas — uma presidida por Fernando Coni Silva e outra por Magna Lúcia Gomes de Araújo —, o que gerou impasse jurídico e administrativo.

O duodécimo orçamentário, valor repassado mensalmente pela Prefeitura para o funcionamento da Casa, está bloqueado por decisão judicial. Como consequência:

  • Servidores efetivos acumulam salários atrasados há meses;
  • Vereadores estão sem remuneração há mais de seis meses;
  • Projetos importantes não foram votados;
  • Sessões legislativas rivais ocorrem sem validade jurídica reconhecida.

Multa por descumprimento e desbloqueio condicionado

O juiz ordenou que o atual presidente de fato da Câmara, vereador Fernando Coni Silva, convoque a nova eleição no prazo máximo de 15 dias úteis, com divulgação oficial e em sessão ordinária.

Em caso de descumprimento, será aplicada uma multa diária de R$ 50 mil, e o parlamentar poderá responder por crime de desobediência.

A liberação do duodécimo só ocorrerá após a posse da nova Mesa Diretora, que deverá quitar salários e despesas essenciais de forma imediata.

Fonte: Noticias da Bahia

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