Prefeita Débora Regis e secretário Brígido Neto acompanham instalação de energia solar no Parque Ecológico e marca avanço sustentável no município

A prefeita Débora Regis acompanhou a instalação do sistema de energia solar no Parque Ecológico de Vilas do Atlântico. Marcando um avanço importante nas políticas de sustentabilidade do município. A iniciativa é fruto de uma parceria de contrapartida ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) com a empresa Enersol Brasil, responsável pela doação de 14 placas solares e pela execução da instalação. O Parque Ecológico se torna, assim, o primeiro equipamento público de lazer da cidade a operar com 100% de energia sustentável. O novo sistema contribuirá diretamente para a redução dos custos com energia elétrica e será responsável por abastecer diversos serviços essenciais do espaço, como bombas de irrigação, iluminação pública, sistema de monitoramento por vídeo, a concha acústica com som e iluminação, além de equipamentos de uso cotidiano, como geladeiras, freezers, bebedouros, câmeras de segurança, carregadores e outras estruturas de apoio aos visitantes. Durante a visita, que aconteceu nesta quinta-feira (19/3), a prefeita Débora Regis destacou a importância da iniciativa para o município. “Este é o primeiro espaço público de lazer do município a receber energia solar, uma energia limpa e sustentável. Esse sistema, que vai ajudar a economizar recursos, reduzir custos e garantir uma energia limpa, renovável e autossuficiente. Isso é muito importante para o nosso município. E o nome já diz tudo, não é? Parque ecológico. Mostrando que cada centavo investido na nossa cidade retorna em benefícios para a população”, finalizou. O secretário de Meio Ambiente, Brígido Neto, também ressaltou o impacto positivo do projeto e a perspectiva de ampliação da iniciativa. “Essa instalação é uma contrapartida ambiental em parceria com a empresa Enersol Brasil, oriunda do projeto de educação ambiental que estamos implantando, que é muito importante para que a gente dê um passo gigante rumo à nossa sustentabilidade. A ideia é que esse projeto seja expandido para outros equipamentos públicos para que toda a energia gerada pela máquina pública, pela administração municipal, seja a energia limpa, renovável. Estou muito feliz e acredito que a prefeita em breve vai expandir para outros espaços”, concluiu esperançoso. Representando a empresa parceira, o engenheiro Flávio Viana destacou a experiência da Enersol Brasil e os benefícios ambientais do projeto. “A Enersol Brasil é uma empresa belgo-brasileira, que iniciou suas atividades na Europa há 20 anos. Aqui no Brasil, esse ano completamos 13 anos que começamos as operações, aqui na cidade de Lauro de Freitas. Fomos agraciados em participar desse projeto, que deixará de emitir mais de 6 toneladas de CO2 [dióxido de carbono] durante a vida útil do sistema”, explicou. A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a sustentabilidade, a inovação e a responsabilidade ambiental, promovendo ações concretas que aliam preservação do meio ambiente, eficiência energética e melhor uso dos recursos públicos, beneficiando diretamente a população e contribuindo para um futuro mais sustentável.

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Aporte verde: Terras improdutivas estão se tornando oportunidade para agtechs e investidores do agro

Foto: Pixabay Plataformas de investimentos coletivos apostam na recuperação de solos degradados como caminho para o crescimento sustentável no campo. Em um momento em que o agronegócio brasileiro precisa crescer sem abrir novas fronteiras agrícolas, um novo movimento começa a ganhar força: a regeneração de propriedades rurais abandonadas. De acordo com o relatório “Áreas de Pastagens Degradadas e Potencial de Conversão” do Itaú BBA, o país tem cerca de 28 milhões de hectares de pastagens improdutivas que podem ser convertidas em lavouras de alta produtividade, especialmente em estados como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará. A conversão dessas áreas para lavouras pode gerar até R$ 904 bilhões em valorização fundiária, além de aumentar em até 52% a produção nacional de grãos, sem a necessidade de desmatamento. Isso representa uma oportunidade única de aliar retorno financeiro, impacto ambiental positivo e segurança alimentar global. Frente a essa tendência, a Arara Seed, plataforma de equity crowdfunding especializada no agro, está de olho em uma nova vertical para através do investimento coletivo, não só financiar as startups, mas também a restauração de áreas degradadas. “O Brasil já conta com tecnologias acessíveis para transformar áreas improdutivas em sistemas agrícolas de alta performance, com rastreabilidade, retorno financeiro e impacto positivo”, afirma Henrique Galvani, CEO da Arara Seed. Financiamento: o elo essencial para destravar a restauração Apesar do enorme potencial produtivo, climático e fundiário, transformar os 28 milhões de hectares de pastagens degradadas em áreas agrícolas exige um esforço financeiro de grandes proporções. De acordo com o Itaú BBA, esse investimento pode variar de R$ 188 bilhões a R$ 482 bilhões, dependendo do nível de degradação e da infraestrutura disponível. Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estimam que em torno de 57% das pastagens no Brasil apresentam algum grau de degradação e mais da metade dessas áreas ainda são recuperáveis com investimentos em tecnologias já disponíveis. No entanto, muitos produtores rurais, especialmente os de médio porte, não têm acesso a linhas de crédito compatíveis com o ciclo de retorno desses investimentos, que é de médio a longo prazo (geralmente de 3 a 5 safras para retorno pleno da produtividade). Segundo o relatório da Climate Policy Initiative (CPI) Brasil, publicado em 2023, o financiamento climático voltado ao uso da terra e agricultura regenerativa representa menos de 2% do volume total de recursos financeiros privados e públicos para clima no Brasil, evidenciando um gargalo grave. Isso revela que há um enorme descompasso entre o potencial de impacto da restauração e a escala dos recursos disponíveis. Além disso, levantamento do MAPA dentro do Plano ABC+ indica que, em 2022, apenas R$ 3,5 bilhões foram efetivamente direcionados para tecnologias de recuperação de pastagens via crédito rural, número muito aquém da necessidade estimada. Neste contexto, novos mecanismos de financiamento, como o investimento coletivo, CRA verde, CPR verde, blended finance e fundos de impacto, tornam-se fundamentais para destravar essa agenda. Plataformas como a Arara Seed vêm atuando justamente para democratizar o acesso ao investimento em agricultura regenerativa, permitindo que investidores individuais participem da transformação de terras degradadas em ativos de alta produtividade e baixo carbono. “Com o mercado global cada vez mais exigente em relação à origem e ao impacto ambiental dos alimentos, transformar terras degradadas em ativos produtivos de alto valor é uma das estratégias mais inteligentes para o futuro do agro,  e também para o planeta”, conclui Galvani. Fonte: bnews.com.br

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