De férias na Europa, Flávio Bolsonaro pede impeachment de Moraes

Brasil Política

O senador Flávio Bolsonaro deu uma pausa nas férias com a família na Europa nesta quarta-feira (23) para protocolar um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. 

Na justificativa do pedido, Flávio Bolsonaro acusou o magistrado de “impor censura e criminalizar manifestações políticas e diplomáticas” do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre medidas cautelares impostas pelo ministro do STF na semana passada.

“Ao calar Jair Messias Bolsonaro por completo, proibindo-o de se manifestar direta ou indiretamente nas redes sociais, implicitamente proibindo-o de conceder entrevistas, declarações públicas e postagens em canais de terceiros — sob pena de prisão — o Ministro Alexandre de Moraes não apenas viola o direito individual do ex-presidente à livre manifestação, mas suprime o direito coletivo da população de ter acesso às suas ideias, discursos e posicionamentos. A medida adotada restringe a arena pública de debate, desequilibra o ambiente democrático e fere frontalmente o entendimento doutrinário e jurisprudencial firmado pela própria Corte a que o Ministro pertence”, diz  o senador.

“O que se verifica, em verdade, é que o Ministro relator abandona sua posição constitucional de julgador imparcial para assumir um protagonismo político absolutamente incompatível com o cargo que ocupa, antecipando juízo de culpabilidade, censurando comunicações privadas, inclusive entre pai e filho, restringindo a liberdade de expressão nas redes sociais, e tratando reuniões diplomáticas ordinárias com representantes estrangeiros como atos ilícitos ou suspeitos, o que representa uma inversão radical da lógica constitucional e do papel da jurisdição penal em um Estado Democrático de Direito”, afirma em outro trecho do pedido.

O senador ainda apontou para um suposto “critério ideológico” que vem sendo adotado pelo  STF contra Bolsonaro. 

“Essa disparidade revela um critério ideológico seletivo, pois no passado os Ministros do Supremo Tribunal Federal toleraram e até compreenderam manifestações políticas e diplomáticas da esquerda, mesmo quando estas colocavam em dúvida a legitimidade das instituições nacionais. Nas situações envolvendo Dilma e Lula, não houve imputação criminal, inquérito policial, medidas cautelares, censura, nem mesmo reprimenda pública por parte do STF. Ao contrário: tais manifestações foram tratadas como estratégias políticas legítimas e amparadas pelo exercício da liberdade de expressão.”

Fonte: Bnews

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