importância histórica de Lauro de Freitas no 2 de Julho na Independência da Bahia

Quando se fala na Independência da Bahia, é comum destacar o heroísmo do povo baiano nas batalhas travadas contra as tropas portuguesas, culminando na vitória definitiva em 2 de Julho de 1823, com a entrada triunfante das forças brasileiras em Salvador. Contudo, a história não se fez apenas nos campos de batalha visíveis como o de Pirajá, mas também em lugares que, embora hoje esquecidos, tiveram papel essencial nas estratégias de resistência, apoio logístico e mobilização — como é o caso da atual cidade de Lauro de Freitas, outrora conhecida como Santo Amaro de Ipitanga. Na época dos conflitos, Santo Amaro de Ipitanga era um território de grande relevância econômica, social e estratégica. Inserida no coração das capitanias da Bahia, a freguesia era um centro produtor de açúcar, sustentada por mais de uma dezena de engenhos, como o histórico Engenho Caji. A importância da região ultrapassava a economia: ela também foi palco de movimentações militares decisivas. Tropas do general Pedro Labatut se alojaram ali, e foi em seu território que descansaram os soldados do batalhão de José Antônio da Silva Castro, o Periquitão — o mesmo onde Maria Quitéria, heroína da independência, serviu. Apesar dessa participação significativa, Lauro de Freitas permanece invisível nas comemorações do 2 de Julho, sem eventos, homenagens ou registros amplamente divulgados que reconheçam sua contribuição. A história local, marcada pela presença jesuíta, pela força dos engenhos e pela movimentação das tropas pró-independência, encontra-se diluída sob o manto do esquecimento institucional. É como se a cidade não tivesse participado daquela luta, quando, na verdade, foi peça-chave nos bastidores da guerra. A ausência de ações de memória — como museus, arquivos históricos, exposições ou mesmo festejos cívicos — revela uma lacuna no reconhecimento do patrimônio histórico e cultural da cidade. A preservação da memória não pode se restringir apenas a artefatos ou monumentos: ela depende do sentimento de pertencimento e da valorização da identidade local. Portanto, resgatar a história de Lauro de Freitas no contexto da Independência da Bahia não é apenas um dever histórico, mas um passo fundamental na construção de uma cidade que compreende seu passado para se fortalecer no presente. Que a antiga Santo Amaro de Ipitanga volte a ocupar seu lugar legítimo no imaginário baiano e nacional — como um dos palcos da luta pela liberdade e pela soberania do Brasil. Por redação Barata News

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Indígenas do sul baiano demonstram a força dos povos originários no 2 de julho

Em meio ao desfile que tem como um dos principais símbolos o caboclo e a cabocla, um dos grupos da sociedade civil que devem participar do cotejo do 2 de julho, nesta quarta-feira (2), é composto por representantes da comunidade indígena, Tupinambá de Olivença, da região de Ilhéus, no extremo sul baiano. No Largo da Lapinha, em Salvador, a representante do grupo, Jéssica Oliveira, destaca a importância da participação do grupo, que é inédita, na festa cívica do estado. “É extremamente importante a nossa presença aqui enquanto povo Tupinambá, por questões históricas do 2 de julho e a participação do povo Tupinambá na independência do Brasil na Bahia. E a nossa vinda é um momento de demarcação também desse território, de demarcação desse espaço. Nós viemos para poder também participar do 2 de julho”, afirma.  A jovem explica que os valores do 2 de julho, demonstrados na luta brasileira pela soberania de seu território e seus modos de vida, ainda são latentes na realidade dos povos originários, especialmente no interior da Bahia. Para Jéssica, a participação garante a continuação dessa luta.  “É um processo de demarcação e de mostrar que nós estamos aqui desde sempre, a Bahia, o Brasil, depende da força do povo indígena que estava aqui no território, que estava no território de Cachoeira. Então é muito nesse sentido de estar aqui e mostrar que nós estamos, continuamos aqui, continuamos lutando e continuamos nesse território”, conclui. Fonte: Bahia Noticias

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OPORTUNIDADE: Prouni abre inscrições com quase 14 mil bolsas na Bahia; veja como participar

Estudantes que sonham em cursar o ensino superior em instituições privadas, mas não têm condições de pagar a mensalidade, terão uma nova oportunidade de acesso à faculdade. O Programa Universidade para Todos (Prouni) abre nesta segunda-feira (30) o período de inscrições para o segundo semestre de 2025, com a oferta de 211.490 bolsas em todo o país, sendo 13.827 destinadas à Bahia. Desse total, são 7.045 bolsas integrais e 6.782 parciais. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet, através do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, até o dia 4 de julho. O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 7 de julho, e o da segunda chamada, em 28 de julho. A consulta às bolsas disponíveis foi liberada na última sexta-feira (27) pelo Ministério da Educação (MEC). Somente em Salvador, há vagas para 158 cursos. Fonte: Alô Juca

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Regulamentação das bets gera R$ 3 bilhões em receita para o Governo de janeiro a maio

A regulamentação das apostas no Brasil já começa a mostrar reflexos positivos para os cofres públicos. De janeiro a maio de 2025, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) arrecadou R$ 3,03 bilhões com taxas sobre jogos de azar e apostas. Somente em maio, a arrecadação foi de R$ 814 milhões, segundo dados divulgados pela Receita Federal na última quinta-feira (26). O aumento da receita é resultado direto da regulamentação do setor, que passou a vigorar neste ano. A medida exige que empresas de apostas obtenham autorização formal para operar no país e paguem taxas específicas à União. Além disso, uma medida provisória (MP) editada em 12 de junho pela equipe econômica, liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aumentou a alíquota da tributação sobre as bets. O percentual sobre a receita bruta dos jogos (GGR) passou de 12% para 18%. O GGR (Gross Gaming Revenue) representa a diferença entre o valor arrecadado em apostas e o valor pago em prêmios. A MP ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional, mas a expectativa do governo é de arrecadar R$ 280 milhões ainda em 2025 e R$ 1,6 bilhão em 2026 com a nova alíquota. Em entrevista à GloboNews na última sexta-feira (27), Haddad criticou a falta de regulamentação anterior. “Você acha normal uma bet que não traz nada de bom para o Brasil e fica anos sem pagar imposto nenhum como se fosse uma Santa Casa de Misericórdia?”, afirmou o ministro. As apostas, conhecidas como “bets”, foram legalizadas em 2018 durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), mas só regulamentadas em janeiro de 2025, sob a gestão de Lula. Fonte: Bahia Noticias

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Após derrubada do IOF, PT decide partir para o embate contra Alcolumbre e Motta

Caciques do PT avaliam que a derrubada do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi articulada pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com o objetivo de pressionar o governo e prejudicar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O partido enxerga a judicialização como inevitável e sinalizou internamente que o Planalto não recuará de uma disputa na opinião pública. Para a cúpula petista, a revogação de uma medida que impacta programas governamentais, sem justificativa formal, configura uma ação hostil. A legenda rejeitou a versão extraoficial de que Alcolumbre agiu para forçar a demissão do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, devido a conflitos por cargos em agências reguladoras. Conforme revelado pelo Metrópoles, um dia antes de colocar em votação o fim do IOF, Motta teria conversado com um aliado de Lula. O presidente da Câmara expôs suas frustrações, especialmente com a estratégia do governo de atribuir ao Congresso a responsabilidade por um possível aumento na conta de luz após a derrubada de vetos que barravam encarecimento da energia. De acordo com assessores do Planalto, Motta não mencionou a iminente votação do IOF durante o diálogo. Petistas argumentam que, diante da falta de transparência, o governo não tem alternativa a não ser se preparar para o confronto — cenário que Lula vinha evitando em seu terceiro mandato. Um aliado do presidente relatou que ele não está intimidado, mas irritado com a manobra do Congresso. Lembraram que, mesmo nos piores momentos com o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), o Legislativo nunca rompeu acordos de forma tão abrupta. Fonte: Bnews

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Paraná Pesquisas: Maioria dos brasileiros não acredita na promessa de ‘picanha e cerveja’ de Lula

Segundo um levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (30), a maioria dos brasileiros acredita que, até o final do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), incluir a dupla picanha e cerveja no carrinho de compras não estará mais fácil.  Os dados mostram que 67,1% dos entrevistados não veem melhora no acesso a esses produtos até 2026. Durante a campanha eleitoral, Lula havia usado o churrasco de picanha como símbolo da prosperidade que prometia trazer à população.  Apenas 26,3% dos pesquisados confiam que a situação econômica melhorará até o fim do governo, enquanto 6,6% não souberam ou não opinaram. Embora o cenário ainda seja majoritariamente negativo, houve uma pequena melhora no otimismo em comparação com a pesquisa anterior, realizada em abril. Na ocasião, 68,4% não acreditavam em avanços, 25,7% estavam esperançosos e 5,9% não se manifestaram. A pesquisa ouviu 2.020 pessoas entre 18 e 22 de junho em todos os estados e no Distrito Federal, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Do total de entrevistados, 955 eram homens e 1.065, mulheres.  descrença na melhora é maior entre os homens (71,5%) do que entre as mulheres (63,1%).  Regionalmente, o Sul apresenta o maior índice de insatisfação (74,6%), seguido pelo Sudeste (69,2%), Norte + Centro-Oeste (66,8%) e Nordeste (59,9%). Já os mais otimistas estão no Nordeste (33,9%), depois no Norte + Centro-Oeste (27,6%), Sudeste (24%) e Sul (17,5%). Insatisfação com preços Além da perspectiva negativa sobre picanha e cerveja, 71% dos brasileiros avaliam que os preços dos produtos nos supermercados aumentaram desde a volta de Lula à Presidência. Fonte: Paraná Pesquisas

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Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 5

A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (23) a parcela de junho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 5. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 666,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 20,49 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,63 bilhões. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Os beneficiários de 30 cidades receberam o pagamento na terça-feira, independentemente do NIS. A medida beneficiou moradores de seis estados, afetados por chuvas ou por estiagens ou com povos indígenas em situação de vulnerabilidade: Alagoas (5 municípios), Amazonas (4), Paraná (6), Roraima (1), São Paulo (município de Diadema) e Sergipe (8). A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023. O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Regra de proteçãoCerca de 3,02 milhões de famílias estão na regra de proteção em junho. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 365,04. A partir deste mês, quem ingressar na regra de proteção terá o tempo de permanência reduzido de dois para um ano. Quem se enquadrou na regra até maio deste ano continuará a receber metade do benefício por dois anos. Auxílio GásO Auxílio Gás também será pago nesta segunda-feira às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 5. O valor foi mantido em R$ 108 neste mês. Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 5,36 milhões de famílias. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg. Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica. Fonte: Politica Livre

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União Brasil deve entregar dois ministérios até o fim de 2025, apontam lideranças

Dirigentes do União Brasil consideram como certa a saída de dois dos três ministros ligados ao partido que atualmente integram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida deve ocorrer até o final de 2025 e faz parte do processo de desembarque da sigla da base governista, com foco na preparação para as eleições de 2026. De acordo com lideranças do partido ouvidas reservadamente, os ministros Celso Sabino (Turismo) e Frederico Siqueira (Comunicações) devem pedir exoneração dos cargos nos próximos meses. As informações são do Metrópoles. A exceção seria Waldez Góes, atual titular do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Apesar de não ser filiado ao União Brasil, Góes permanece no posto por indicação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e, segundo as lideranças, deve continuar no cargo. O movimento acontece após o União Brasil formalizar uma federação partidária com o Progressistas (PP), legenda presidida pelo senador Ciro Nogueira (PI), que foi ministro da Casa Civil durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Fonte: Metrópoles

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MST acusa governo Lula de inflar dados de novos assentamentos, e ministério nega

Por Guilherme Seto | Folhapress Líderes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) acusam a gestão do ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) de inflar estatísticas de novos assentamentos e afirmam que os dados divulgados pelo governo Lula (PT) não refletem a realidade vivida pelos camponeses.  Segundo eles, o governo tem anunciado como terras entregues áreas que ainda não foram reconhecidas como desapropriadas pela Justiça. Dessa forma, eles dizem que os anúncios têm servido apenas para os propósitos de divulgação do ministério, sem impacto real nas vidas dos acampados. O Ministério do Desenvolvimento Agrário rejeita a acusação, afirma que tem trabalhado com transparência inédita e que divulga como entregues as áreas em relação às quais já houve análise técnica e empenho de recursos para desapropriação. Além disso, atribui dificuldades nos últimos anos a problemas herdados da administração de Jair Bolsonaro (PL).  Como mostrou a Folha, a cúpula do MST decidiu romper o diálogo com o ministro Teixeira e pede sua substituição. O movimento discute intensificar ações para criticar a administração petista. O caso tomado como exemplar da alegada ineficiência de Teixeira pelo MST é o do Acampamento Quilombo Campo Grande, onde vivem famílias do movimento desde o final da década de 1990, no município de Campo do Meio (335 km de Belo Horizonte), no sul de Minas Gerais.  Em 7 de março, Lula foi ao local para fazer sua primeira visita a um assentamento do MST no terceiro mandato e assinou os decretos para desapropriação. O evento foi considerado promissor para o realinhamento entre o presidente e os sem-terra.  No entanto, o MST hoje afirma que o anúncio de Lula não teve efeito prático algum desde então e que o processo de desapropriação segue congelado. Sem que o processo avance, os assentados não conseguem ter acesso a programas de crédito para financiamento da produção, entre outras limitações. “O processo ficou parado após aquela demonstração toda de compromisso do presidente. Não se moveu mais nenhum centímetro no sentido de garantir o direito das famílias”, afirma Silvio Netto, membro da coordenação nacional do MST. “Se o presidente tivesse conhecimento dessa incompetência, o Paulo Teixeira já teria sido demitido.”  O primeiro passo que o ministério deveria ter dado após a assinatura dos decretos por Lula, diz Netto, seria apresentar uma ação para que a Justiça referendasse a desapropriação, o que não foi feito até o momento. Na avaliação do MST, trata-se de uma prova da morosidade da pasta. Os três lotes de Campo do Meio aparecem em lista de novas terras entregues que é divulgada pelo MDA, para insatisfação dos sem-terra, que afirmam que a situação das cerca de 2.000 pessoas que nela vivem segue idêntica.  Em 2025, a meta da pasta é de 30 mil novos assentamentos, dos quais 15 mil já foram entregues, segundo Teixeira. Até o fim de 2026, o objetivo é entregar 60 mil.  O ministério diz que a Procuradoria do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) está elaborando a ação sobre Campo do Meio para apresentar à Justiça e que o rito está sendo cumprido com rapidez se comparado ao tempo médio. O prazo legal para ingressar com a ação judicial a partir do decreto de desapropriação é de até dois anos.  Maíra Coaraci, diretora de obtenção de terras do Incra, afirma que a aprovação atrasada do Orçamento em 10 de abril impactou na evolução do processo, mas que desde então os recursos já foram empenhados e a ação deve ser apresentada à Justiça em breve. Por isso, afirma, o caso já é considerado resolvido. Ela avalia que até o fim do ano os sem-terra já perceberão vantagens concretas da desapropriação.  Ela afirma que o critério para elaboração da lista de novas terras entregues, contestada pelo MST, é a conclusão do processo administrativo de obtenção, com análises técnicas prontas e recursos empenhados. Nesses casos, o que falta geralmente é a certidão de cartório e/ou a decisão da Justiça sobre a homologação da desapropriação.  “O que posso dizer é que os 12.297 lotes [considerados entregues até abril] são áreas já obtidas pelo Incra. Agora a gente está na finalização dos trâmites de cartório, de empenho, de edital de seleção”, diz Maíra.  Sobre a possibilidade de que a Justiça venha a rejeitar a desapropriação de uma área depois de ela ter sido anunciada como entregue pelo governo, ela afirma que “esse risco existe em qualquer momento e fase” e que até mesmo assentamentos com décadas de existência sofrem reveses judiciais.  “A gente não pode não contabilizar números e demonstrar o andamento dos processos por causa desse risco, senão nada vai sair”, afirma.  A desestruturação das políticas da reforma agrária na gestão Bolsonaro é apontada com frequência pelo ministério e por Lula como motivo das dificuldades para apresentar resultados melhores.  No primeiro ano de mandato, o MST, que fez campanha pela reeleição de Lula em 2022, reconheceu os obstáculos e se conteve nas críticas. Recentemente, no entanto, passou a cobrar de modo mais incisivo.  Jaime Amorim, membro da direção nacional do MST, disse à Folha que a pasta de Teixeira falsifica números, “criando uma lógica que qualquer um que conhece um pouco da nossa área sabe que não condiz com a realidade”.  Silvio Netto, por sua vez, afirma que “não há setor do governo que tem o direito de reclamar sobre qualquer mobilização que venha a acontecer”. Ele diz que a pasta de Teixeira dá “desculpas esfarrapadas” e “a consequência disso é que o MST vai perdendo a paciência. E quando a gente perde a paciência se intensificam as mobilizações sociais”.  Os sem-terra já levaram diretamente a Lula a insatisfação com Teixeira. Em evento no final de maio, o presidente tratou do tema.  “É isso que quero que a gente faça no MDA, Paulinho. Em vez de ter alguém para dizer ‘não’, ter alguém para dizer ‘vou encontrar solução’. Se for fácil, eu faço. Se for difícil, eu faço. Se não puder fazer, eu peço desculpas a você, porque as pessoas passam a respeitar mais as coisas que acontecem na

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Eve, da Embraer, vende 50 carros voadores para operadora brasileira Revo

A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, anunciou neste domingo (15) a venda de 50 carros voadores para a operadora brasileira de mobilidade aérea Revo. O contrato, avaliado em US$ 250 milhões, cerca de R$ 1,35 bilhão, inclui aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, conhecidas como eVTOLs, além de soluções operacionais e suporte pós-venda. A primeira entrega está prevista para o quarto trimestre de 2027, ano em que a Eve planeja iniciar as operações comerciais dos veículos. As aeronaves ainda aguardam certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que deve ser concedida também em 2027. Durante um evento em São Paulo, a empresa revelou que um protótipo em tamanho real já está em fase de testes na fábrica da Embraer, em Gavião Peixoto, interior de São Paulo. Segundo Luiz Mauad, vice-presidente de serviços ao cliente da Eve, os primeiros voos de teste estão programados para 2025. Na ocasião, a empresa também apresentou ao público a cabine da aeronave. A Eve divulgou ainda um estudo que projeta uma frota global de 30 mil eVTOLs em operação até 2045, com expectativa de atender mais de 3 bilhões de passageiros e gerar uma receita potencial estimada em US$ 280 bilhões. Atualmente, a empresa acumula cerca de 3 mil unidades de eVTOLs encomendadas. Fonte: Bahia Noticias

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